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Beta alanina melhora a performance do atleta em treinos intensos.15/08/2013Com fortes evidencias científicas, o suplemento beta-alanina tem mostrado eficácia no retardo da fadiga muscular.
Segundo alguns estudos, um dos fatores que levam à fadiga muscular em atividades de alta intensidade é o acumulo de íons H+. Logo, estratégias que melhorem a capacidade de tamponamento são potencialmente ergogênicas.
A carnosina é um tampão intracelular que apresenta grande contribuição para a capacidade de contração total da fibra muscular.
Estudos mostram que atletas altamente treinados em modalidades de predominância anaeróbia têm maior capacidade dessa contração e maior conteúdo intramuscular de carnosina do que maratonistas e indivíduos sedentários.
A síntese endógena de carnosina, realizada a partir de aminoácidos histidina e beta-alanina, é limitada pela disponibilidade de beta-alanina. Portanto, a suplementação de beta-alanina promove aumento da carnosina intramuscular e contribui para o desempenho em atividades e alta intensidade, especialmente naquelas limitadas pela acidose intramuscular, em outras palavras, retarda a fadiga aumentando o volume do treino.
Artigos científicos sugerem um protocolo de suplementação de 10mg/kg, em média 800mg de beta-alanina, em 8 doses diárias: 4g/dia na primeira semana seguido por 6,4g/dia nas semanas seguintes, com intervalos mínimos de 3 horas entre as doses. O tempo para atingir o pico de beta-alanina é de 30 a 40 minutos e a meia-vida do desaparecimento ocorre cerca de 25 minutos após o pico.
Outros sugerem o uso de 20mg/kg, combinada com a metade de ingestões diárias, desde que utilizadas cápsulas de absorção lenta. Essa estratégia garante menor pico plasmático de beta-alanina e maior tempo de meia-vida, permitindo aos indivíduos suplementar menos vezes ao dia sem experimentar os efeitos desagradáveis e normais das sensações adversas do suplemento.
Não há evidências científicas que a suplementação de beta-alanina melhore a força máxima, mas se mostrou eficaz na melhora da qualidade de uma sessão de treinamento de força, permitindo ao atleta treino de maior volume, sendo esse definido pelo produto das repetições pelas cargas utilizadas.
O único efeito adverso relatado pela suplementação é o de parestesia, que nada mais é do que sensações cutâneas subjetivas como o frio, calor, formigamento e pressão, que desaparece cerca de 1 hora após a ingestão.
Não há estudos que avaliaram a segurança da suplementação por períodos acima de 10 semanas. Contudo mais estudos são necessários para a aplicação desse novo recurso ergogênico no ambiente esportivo.

Autora, Nutricionista Líbia Vieira.
Tire suas dúvidas, libiavieira@gmail.com

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